Vote Em Mim! 5 Lições de Marketing Eleitoral Pra Você Colocar em Prática

Ah, as eleições! Quando as ruas são invadidas por santinhos e cavaletes, e as redes sociais se tornam uma verdadeira zona de guerra ideológica…

Não sei você, mas eu gosto muito de acompanhar o processo eleitoral. Não porque me envolvo na defesa de um candidato ou partido, mas para aprender com o marketing eleitoral.

Você já parou para pensar como uma campanha eleitoral é um verdadeiro ciclo de vendas?

Veja bem, um político nada mais é que um vendedor tentando emplacar o seu produto. Ele vai atrás do prospect e tenta convertê-lo a todo custo. E fechar a venda é mais difícil já que, nesse caso, o produto é ele mesmo.

Além de exemplificar um ciclo de vendas, as eleições estão se tornando ainda mais interessantes porque passaram a contar com um grande diferencial, que é o fator internet.

O marketing eleitoral existe há centenas de anos, mas o marketing eleitoral digital é uma coisa muito nova.

Barack Obama foi o primeiro a explorar as plataformas digitais, em 2008. Sua estratégia para conseguir apoiadores usando lista de email e virais foi tão assertiva que hoje serve de modelo para marketeiros de todo o mundo, inclusive para nós da OTB.

No Brasil ainda não temos um case de sucesso como esse, mas isso não significa que não podemos aprender nada com as eleições daqui.

Você acredita que qualquer lugar é fonte de aprendizagem?

Eu acredito e por isso vou compartilhar cinco lições de marketing eleitoral pra você colocar em prática agora mesmo.

Vamos lá?

1 – Segmente suas personas e produza conteúdo relevante para elas

Imagine que você é candidato à prefeitura de sua cidade. Uma cidade é formada por milhares e até milhões de cidadãos. Como político, o que você faria para conversar com todos esses eleitores?

É uma tarefa bastante difícil, não é mesmo?

Algumas das razões que a dificultam são:

  • Muitas pessoas não fazem a mínima questão de conversar com você – e esse é um direito delas.
  • As pessoas têm problemas diferentes, portanto pensam diferente, querem soluções diferentes e precisam de comunicação diferente.

O que estou tentando dizer é que não dá para conversar com todo mundo, você precisa segmentar.

Primeiramente porque nem todo mundo é seu eleitor em potencial. Existem militantes de outros candidatos, com os quais você pode interagir, mas que não vão converter em votos.

Em segundo, porque você vai falhar se tentar falar com todos. Não existe uma mensagem universal, não se engane. Quem está focado em todo mundo na verdade não está focado em ninguém.

Por isso a importância de segmentar personas e mandar a mensagem certa para quem realmente tem chances de converter.

Transpondo isso para o marketing de conteúdo, a lição que fica é muito clara. Defina suas personas e crie conteúdo específico para cada uma delas.

Políticos vão até de bairro em bairro ouvindo os problemas e o modo de pensar dos moradores para criar mensagens que falem exatamente do que os eleitores precisam.

Então a primeira das cinco lições de marketing eleitoral é: conheça sua persona e entenda suas dores e desafios para criar conteúdo relevante para ela.

2 – Explore diferentes canais de comunicação

Como eu falei no início desse artigo, a internet mudou o jogo eleitoral.

Hoje, além da televisão, do rádio e das mídias impressas, as campanhas políticas contam com grande investimento em redes sociais. Basta dar uma olhada no Facebook para ver vídeos de campanha rodando na timeline e adesivos de apoio a candidatos na foto de perfil de várias pessoas.

Isso porque os marketeiros eleitorais já sabem o que muitas empresas ignoram. É preciso diversificar os canais para alcançar as pessoas onde elas estão. Se sua persona está no Facebook e você não, você está jogando uma baita oportunidade de relacionamento no lixo!

Vote Em Mim! 5 Lições de Marketing Eleitoral Pra Você Colocar em Prática

 

E aqui eu ressalto: não é preciso estar em todos os canais. Às vezes um canal é o bastante.

O que você precisa avaliar é em quais canais tem mais chance de obter resultado.

Priorizar é fundamental porque a maior dificuldade de estar em vários canais é adequar sua proposta à linguagem da plataforma.

Esse, inclusive, é um ponto onde muitos políticos erram e você pode aprender exatamente o que não fazer.

Todos os dias eu vejo político postando um conteúdo no Facebook e replicando no Instagram e no Twitter. Essa prática só serve para transformar um conteúdo bom em ruim (por estar na plataforma errada), e incomodar quem acompanha o candidato em todos os canais e vai ser obrigado a ver a mesma mensagem toda hora.

Outro erro muito comum no marketing eleitoral é que as assessorias pensam que precisam postar o dia todo, encher a timeline dos seguidores de fotos e textos e vídeos e memes…

Vamos falar a verdade: nem se eles tivessem conteúdo relevante para postar o dia todo – o que, convenhamos, não é o caso – isso seria inteligente. Volume não é igual à qualidade, isso pode gerar impacto negativo e saturar a imagem do candidato.

Portanto, a segunda dica desta lista de cinco lições de marketing eleitoral é: avalie quais canais podem gerar mais resultados para sua empresa, defina uma estratégia e metas para cada um e invista, sempre lembrando de criar conteúdo único para cada canal.

Mas ó: não fique contando apenas com as redes sociais. Coloque a equipe de vendas para trabalhar.

Por mais que invistam em canais digitais, político nenhum abandona a prospecção ativa (quer prospecção mais ativa do que sair abordando pessoas na rua pedindo voto?). A melhor maneira de alcançar resultado é investindo nos dois.

3 – Não fique nas promessas, mostre resultados

Se tem uma coisa que ninguém aguenta em campanhas políticas é aquela enxurrada de promessas, concorda? Tudo parece muito subjetivo, ninguém mostra nada de concreto.

Como eleitor, eu tenho certeza que você quer que os candidatos mostrem provas de que o que está sendo prometido pode ser cumprido. Do contrário, tudo que eles falam é considerado balela.

Acontece que da mesma forma que é difícil ganhar uma eleição na lábia, é difícil fechar uma venda na base da promessa. Seus leads querem provas do que sua solução pode fazer por eles.

Analise comigo: um político tentando reeleição sempre mostra o que já fez que deu certo, os resultados alcançados. Ou seja, mostra cases de sucesso.

E mesmo aqueles que não tem muito o que apresentar porque estão na primeira candidatura (ou não fizeram nada mesmo né) mostram depoimentos de apoiadores e aliados.

Quanto político você já viu reforçando que é o candidato de fulano, que também é um político? Isso é endosso, usar da credibilidade de alguém que confia em você para aumentar a própria.

Nesse caso, uma das melhores lições de marketing eleitoral que você pode aprender é: ao apresentar uma solução, mostre resultados. Aposte em cases de sucesso, depoimentos e no endosso.

Sua comunicação será muito mais eficiente se você não apenas explicar o que sua solução pode fazer pelo lead, mas mostrar com dados reais o que ela está fazendo por outros clientes.

4 – Abuse do storytelling para criar identificação

Como disse no tópico anterior, a melhor forma de convencer alguém é mostrando.

Repare bem em como as propagandas retratam os candidatos.

Se a intenção é mostrar o político como alguém acessível, o vídeo vai ter uma cena do candidato andando na rua, conversando com o povo.

Se o candidato tem uma história de superação, o vídeo vai mostrar de onde ele veio e todos os desafios que passou para chegar onde está.

Por trás disso tem uma mensagem muito maior do que construir a imagem do candidato.

Os marketeiros querem que você se identifique com o ele. Afinal, ele é um cara comum, que anda na rua como você. E mais: ele teve uma origem humilde, mas não desistiu de tentar e continua trabalhando, como você… Ou seja, ele entende você.

Isso é storytelling, construir histórias envolventes e significativas que criem identificação com o público.

Quer um exemplo?

Um caso muito comentado aqui no Brasil foi o da polêmica eleição do comediante Tiririca como deputado federal. Independentemente do que você pensa disso, preste atenção nesse vídeo da campanha:

Percebe como o Tiririca veste a carapuça de palhaço mesmo quando fala de um assunto sério, como as eleições? Esse é o arquétipo do bobo da corte, muito usado em marcas jovens, que mesclam entretenimento e informação.

O Tiririca faz deboche da política para mostrar ao eleitor mais irreverente e descrente que é igual a ele e não acredita nas instituições. E tanto funciona que ele não apenas foi reeleito, mas conseguiu ser o segundo deputado mais votado em 2014.

Então uma das mais eficazes lições de marketing eleitoral é: se você quer criar identificação com seu público, abuse do storytelling. 

Construa narrativas em torno da sua solução com as quais o cliente pode se identificar.

Você pode, por exemplo, contar as dores que o levaram a criar essa solução. Certamente elas são as mesmas do seu lead.

5 – Deixe claro quais benefícios seu conteúdo oferece

Me responda com sinceridade: quantos horários eleitorais você já assistiu?

A maioria das pessoas que eu conheço nunca assistiu a um programa eleitoral inteiro. Elas acham uma grande perda de tempo. E, sinceramente, quem sou eu para julgá-las? Nós já temos resistência à propaganda tradicional, imagina à eleitoral!

A audiência não torna ninguém melhor ou pior, apenas prova que a propaganda eleitoral oferece um conteúdo fraco.

Mesmo quem considera importante ouvir o que os candidatos tem a dizer, sente que aquele conteúdo não tem valor nenhum, não ganhamos nenhum benefício consumindo. Ou seja, é um verdadeiro tanto faz como tanto fez.

No começo desse artigo eu falei sobre criar conteúdo relevante para sua persona.

Conteúdo relevante é aquele que vai solucionar um problema, ensinar algo, inspirar ou mesmo divertir.

Assim como nós desligamos a TV quando começa o horário eleitoral porque o conteúdo é irrelevante, um prospect pode fechar a janela do seu site se você não oferecer nada útil.

Então, a última de cinco lições de marketing eleitoral é:

Crie conteúdo que faça a diferença na vida do leitor oferecendo benefícios reais.

Nesse artigo, por exemplo, estou ensinando lições de marketing eleitoral que você pode adaptar na sua empresa. Esse é o benefício que estou oferecendo para você.

Assim que você viu o título desse artigo já soube que valia a pena ler porque ganharia conhecimento, que foi entregue ao longo do texto.

Portanto deixe claro o benefício que o leitor terá consumindo seu conteúdo.

Conclusão: Existem muitas lições de marketing eleitoral pra aprender

Além de ser um importante processo democrático, as campanhas eleitorais podem render muitos insights. E isso não só de marketing! Aqui mesmo eu citei alguns exemplos aplicáveis na área de vendas.

Espero que, depois desse artigo, você passe a ver as campanhas políticas com olhos mais curiosos. Me conta nos comentários outras lições de marketing eleitoral que você aprendeu por aí!

E já que eu dei algumas dicas de redes sociais, não deixe de conferir nosso ebook sobre como prospectar clientes nas redes sociais. 😉

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